Em 2025, o buraco na camada de ozônio sobre a Antártida foi o quinto menor desde 1992. Atingiu 18,7 milhões de km² no auge e se fechou em 1º de dezembro — o fechamento mais cedo desde 2019, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
No boletim publicado em 16 de setembro de 2026, a OMM registrou ainda que o déficit de massa de ozônio em 2025 foi de 36,7 milhões de toneladas — mais de 25% abaixo da média de 1990 a 2010.
Uma história de sucesso que começou em 1987
Nos anos 1980, cientistas descobriram que gases usados em geladeiras, aerossóis e ar-condicionado (os CFCs) estavam destruindo a camada que protege a Terra da radiação ultravioleta. Em 1987, o mundo assinou o Protocolo de Montreal para eliminar essas substâncias — um dos raros acordos ambientais adotados por todos os países.
O resultado aparece agora: as substâncias que destroem o ozônio na estratosfera antártica caíram cerca de 33% desde o pico, por volta do ano 2000.
Quando a camada se recupera?
- Por volta de 2040 na maior parte do mundo;
- Por volta de 2045 no Ártico;
- Por volta de 2066 na Antártida.
E o buraco de 2026?
A recuperação é lenta e tem altos e baixos. Em 2026, o buraco atingiu seu pico antes do habitual, em 12 de setembro, com área cerca de 5 milhões de km² acima da média histórica para o período. Variações de um ano para outro dependem das condições meteorológicas da estratosfera — a tendência de longo prazo, segundo a OMM, segue sendo de recuperação.
Esta é uma história de sucesso ambiental. Desde 2000, a camada de ozônio vem se recuperando, e podemos esperar a recuperação completa em algumas décadas.
Celeste Saulo, secretária-geral da OMM
O que isso diz sobre nós
Que problemas globais têm solução quando ciência, governos e indústria agem juntos. A camada de ozônio é a prova mais concreta disso — e um argumento poderoso para quem acha que “não adianta fazer nada” sobre o clima.
Fontes
- OMM — Small and short-lived 2025 ozone hole confirms long-term recovery trend
- Olhar Digital — Buraco na camada de ozônio atingiu um dos menores tamanhos em décadas
- Tempo.com — Camada de ozônio está se recuperando, mas buraco atingiu o pico antes do previsto em 2026
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