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Tartarugas-de-couro monitoradas por satélite revelam viagens do Espírito Santo até o Atlântico Sul

Filhote de tartaruga marinha no Projeto Tamar, em Arembepe (BA). Imagem ilustrativa. Foto: Ben Tavener / Wikimedia Commons (CC BY 2.0).

Elas se chamam Áurea, Cassiopeia, Medusa, Olíndia, Pelágia, Salpa e Velela — nomes de águas-vivas e de espécies do plâncton, que estão entre os alimentos preferidos das tartarugas-de-couro. As sete fêmeas receberam transmissores via satélite na temporada 2025/2026, no litoral norte do Espírito Santo, e ajudam cientistas a desvendar a vida de uma das espécies marinhas mais ameaçadas do Brasil.

O trabalho é do Projeto Tamar, na região da Reserva Biológica de Comboios, e está no segundo de quatro anos de monitoramento.

O que os satélites mostraram

  • Uma fêmea marcada em 2024, batizada de Mãe-de-Ouro, já transmite dados há mais de 400 dias;
  • Algumas tartarugas viajaram até o estuário do Rio da Prata, na divisa entre Argentina e Uruguai;
  • Outras chegaram às proximidades do arquipélago de Tristão da Cunha, no meio do Atlântico Sul;
  • Na temporada 2025/2026, nove fêmeas já haviam sido identificadas nas praias da região, segundo o Tamar.

Por que isso é importante

A tartaruga-de-couro é a maior tartaruga marinha do mundo e está criticamente ameaçada no Brasil. Saber por onde ela passa depois de deixar a praia ajuda a identificar áreas de alimentação e rotas de migração — e, com isso, a proteger a espécie onde ela está mais vulnerável, como nas áreas de pesca.

Cada ponto no mapa enviado por um satélite é uma peça a mais no quebra-cabeça de uma espécie que nada há milhões de anos pelos oceanos.

Quem está por trás

O monitoramento reúne a Fundação Projeto Tamar, a Reserva Biológica de Comboios (ICMBio), o Ibama, a Petrobras e a empresa Appix Tecnologia e Informação.

Se você estiver em uma praia e encontrar uma tartaruga desovando ou filhotes indo para o mar, mantenha distância, evite luzes e avise o Projeto Tamar ou o órgão ambiental local. Mais histórias de bichos em Animais.

Fontes

Conteúdo produzido com base nas fontes acima e revisado pela Redação Abraço Diário, conforme a nossa Política Editorial.

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