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UFMG vai desenvolver vacina de RNA contra o tipo de malária mais comum no Brasil

Belo Horizonte vai sediar um centro nacional dedicado a vacinas e terapias com RNA mensageiro — e o primeiro alvo é uma vacina contra a malária causada pelo Plasmodium vivax, o tipo mais comum no Brasil.

O Centro de Competência Embrapii em Terapias e Vacinas com RNA (CTV-RNA) foi oficializado em 31 de agosto de 2026, no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC). A iniciativa é liderada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e terá investimento de R$ 60 milhões ao longo de quatro anos.

Por que isso é importante

A malária por P. vivax predomina no Brasil, especialmente na região amazônica, e ainda não conta com uma vacina disponível. Por isso, segundo a UFMG, ela foi escolhida como o primeiro produto a ser desenvolvido pelo novo centro.

A tecnologia de RNA mensageiro ficou conhecida mundialmente durante a pandemia de covid-19. Ela funciona como uma “instrução” que ensina o corpo a reconhecer um invasor — e pode ser adaptada para diferentes doenças com mais agilidade.

Quem está por trás

  • UFMG, por meio do Instituto de Ciências Biológicas, com coordenação da professora Santuza Maria Ribeiro Teixeira, do Departamento de Bioquímica e Imunologia;
  • Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial);
  • Ministério da Saúde e Fapemig (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais);
  • BH-TEC, onde o centro vai funcionar.

Além da malária

O CTV-RNA também deve pesquisar vacinas terapêuticas contra diferentes tipos de câncer e tratamentos que permitam ao próprio organismo produzir substâncias que estão em falta em algumas doenças.

E quando a vacina chega?

Ainda não há data. A vacina está em fase de pesquisa e desenvolvimento e precisa passar por etapas de testes e pela avaliação regulatória antes de qualquer uso na população. O passo dado agora é estrutural: ter no Brasil a capacidade de criar essas soluções, em vez de depender apenas de tecnologia importada.

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Fontes

Conteúdo produzido com base nas fontes acima e revisado pela Redação Abraço Diário, conforme a nossa Política Editorial.

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